Desafios da Educação em Ambientes de Transformação e Globalização
O documento a seguir tem como objetivo discutir os desafios que as Instituições de Ensino Superior (IES), tanto universitárias quanto técnicas, enfrentarão em suas metodologias e modalidades educacionais de ensino e aprendizagem, em um contexto de transformação e globalização como resultado das mudanças que os processos de ensino-aprendizagem, paradigmas e modalidades educacionais passaram nos últimos anos, não apenas como resultado da pandemia, mas também por meio da mediação de tecnologias, globalização e das necessidades das instituições educacionais.
Comitê de Ensino 3º Congresso EDUTIC Online 2022
Autores: Karin Quiroga Suazo, INACAP, Chile; Dra. Carola Bruna Jofré, Universidad de Concepción, Chile; Laura Solis Arellano, Universidad Mayor, Chile; Miguel Sanhueza Olave, Universidad Tecnológica Metropolitana, Chile; Fabián Castillo Peña, Universidad Libre, Colômbia; Astrid Tibocha Niño, Universidad Santo Tomás, Colômbia; Juan Carlos Málaga, Universidad Norbert Wiener, Peru; Ana María Borrero Patiño, Universidad del Development, Chile; Marelen Castillo Torres, UNIMINUTO, Colômbia; Alana Danielly Vasconcelos, Universidade Federal de Sergipe, Brasil
Data: 8 de abril de 2022
Resumo
O documento a seguir tem como objetivo discutir os desafios que as Instituições de Ensino Superior (IES), tanto universitárias quanto técnico-profissionais, enfrentarão em suas metodologias e modalidades educacionais de ensino e aprendizagem, em um contexto de transformação e globalização como resultado das mudanças que os processos, paradigmas e modalidades educacionais de ensino-aprendizagem passaram nos últimos anos, não apenas como resultado da pandemia, mas também por meio da mediação de tecnologias, globalização e das necessidades de professores e alunos em novos cenários de aprendizagem. Por meio do documento, tentará responder algumas questões associadas às características que o ensino deve considerar e que dão valor ao confronto presencial, o que deve ser feito de diferente?, o que se entende por novas modalidades de educação mediadas pela tecnologia e como elas podem contribuir para a transformação da educação?, como aproveitar o aprendizado da educação remota de emergência?, como a educação, suas metodologias e modalidades mediadas por tecnologias foram afetadas pela globalização e internacionalização?, ou, do ponto de vista regulatório, como tem sido a reação e adaptação das instituições no cenário da educação globalizada?, como adaptar regulamentos e diretrizes a esses novos contextos, para que a política educacional promova mudanças, em vez de apenas reagir ou, pior, limitar o desenvolvimento? Com base nas perguntas, serão identificadas propostas, com o objetivo de focar esforços futuros e, assim, enfrentar os diferentes desafios que devem ser considerados para a medição e avaliação bem-sucedidas da aprendizagem. Além disso, é tornado visível como os professores são atores relevantes nessa transformação e como devem ser motivados e apoiados em suas experiências, por meio de ferramentas e plataformas para cumprir o papel de agentes de mudança.
Palavras-chave
Educação, digitalização, ensino, professores, desafios na educação, estudantes, ensino superior, Instituições de Ensino Superior (IES), Instituições de Ensino Superior Universitário, Instituições de Ensino Superior Técnico-Profissionais, modalidade educacional, metodologia de ensino, processo de ensino-aprendizagem, transformação da educação, ensino baseado em evidências, globalização, internacionalização, educação multimodal, educação em múltiplas modalidades, mediação por tecnologias, educação híbrida, educação presencial, educação virtual, educação online, cursos padronizados online.
1. Introdução
Antes da pandemia, ao falar de modalidades de ensino, entendidas como a forma como a educação é ministrada; duas modalidades podiam ser claramente identificadas: presencial e a distância. Dentro da educação a distância, a educação virtual é identificada, por exemplo, que não é necessariamente online (conectada à Internet), o ensino virtual, que é um subconjunto da educação virtual, e a educação mista, que também é um subconjunto da educação a distância. Quanto às metodologias de ensino, que buscam ter um conjunto de técnicas e ações logicamente coordenadas para direcionar a aprendizagem dos alunos para certos resultados de aprendizagem, por exemplo, a Aprendizagem Baseada em Projetos (PBL), as IEs dos diferentes países têm aplicado essas ferramentas com algumas nuances, mas de forma semelhante. Isso significa que já havia um entendimento comum, pois elas já eram discutidas há algum tempo e cada HEI declarava seu projeto educacional dentro de uma dessas modalidades.
O cenário atual é diferente, devido às ações realizadas pelas diferentes instituições de ensino superior durante a pandemia para desenvolver suas atividades acadêmicas e manter o funcionamento de seus processos de ensino-aprendizagem, uma série de implementações de educação mediada pela tecnologia foi gerada, incorporando com maior força o conceito híbrido, visto como uma solução tecnológica, portanto, hoje diferentes questões são levantadas dentro dos desafios e, independentemente da nomenclatura e nuances, quais são as boas práticas e como promovê-las nas comunidades educacionais em seus diferentes casos (professores, políticas, etc.)??, como aplicá-las?, quais delas são modalidades, metodologias, modelos ou outros?
Por meio da análise do comitê, foi identificado que as IES dos respectivos países se relacionam e aplicam os conceitos de forma diferente, por exemplo, em algumas podem ser vistas como modalidades; em outras, a modalidade presencial mediada por tecnologias é observada em relação ao híbrido; em outras, o híbrido não é uma modalidade, mas sim um modelo de contato presencial. Dada essa diversidade de conceitos e aplicações, foi identificada a necessidade de gerar espaços de comunicação, a fim de compartilhar conceitos que permitam às IES dos diferentes países facilitar o que é entendido e aplicado ao falar desses conceitos.
Tendo identificado alguns fatores que estão transformando a educação, ao mesmo tempo em que se observa a oportunidade de inovar nos processos de ensino-aprendizagem, por meio de múltiplas modalidades ou ambientes multimodais e em um contexto globalizado, a oportunidade se abre para aprofundar suas características e os desafios ao seu redor.
2. Caracterização dos desafios
2.1. Abordando a educação multimodal ou multimodal
Ao observar o que foi aprendido durante a pandemia, algumas IES em seus programas de treinamento conseguiram desenvolver processos totalmente virtualizados; em outros casos, o desenvolvimento de atividades práticas com o uso de equipamentos altamente especializados não pôde ser substituído pela virtualização e/ou pelo uso de simuladores, a fim de garantir processos de aprendizagem em ambientes reais e adiar sua aplicação até que condições de trabalho presenciais estivessem disponíveis. Diante desses novos cenários, preocupa-se que o retorno à aprendizagem presencial não reflita o que foi aprendido nos últimos anos e que avanços em questões como a apropriação da tecnologia e da aprendizagem não sejam aproveitados para inovar no ensino e suas metodologias, por meio de sistemas multimodais.
Se considerarmos a globalização da educação e o futuro das EI, surgem naturalmente várias questões, tais como: O desenvolvimento das aulas híbridas será mantido? Isso não é apenas para ter computadores disponíveis e fornecer conectividade, mas para fornecer diretrizes para uma educação com uso e apropriação de mais desenvolvimentos tecnológicos, para gerar metodologias de ensino-aprendizagem com uma abordagem híbrida (presencial e virtual) que minimize erros na implementação e permita o desenvolvimento de uma educação abrangente e de qualidade.
A discussão é aberta, como diz Sangrá (2020): "Não existe uma visão única do que é híbrido. Da mesma forma que generalizamos, embora haja uma grande diversidade de modelos de educação online, que dependem da forma como ativamos ou usamos seus potenciais componentes, falar de modelos híbridos é exatamente a mesma coisa, o que, por outro lado, também acontece quando nos referimos a modalidades presenciais".
É essencial entender que a metodologia adotada como "tábua de vida" nas IES em períodos de emergência de saúde ou pandemia foi mediada presencialmente pela tecnologia PMT, entendida como uma metodologia, não uma modalidade e não pode ser confundida com algo diferente, como virtualidade; existem grandes diferenças entre uma metodologia de apoio e uma modalidade; a primeira é uma forma de fazer o exercício do ensino, a segunda é estrutural e impacta a natureza do programa acadêmico e a avaliação da aprendizagem. Isso não é uma questão menor, é muito importante.
O presente e o futuro reservam um cenário em que os ecossistemas educacionais serão multimodais, o que implica tornar sua proposta educacional tradicional cada vez mais flexível, incorporando as diferentes modalidades e modelos de ensino em sua oferta de formação. Segundo Calderón (2012), o Sistema Educacional Multimodal refere-se ao "suporte de canais e plataformas, virtuais ou reais, através dos quais a multimodalidade educacional será desenvolvida" onde "modelos e abordagens comparáveis e estilos de aprendizagem convergem para a construção das trajetórias escolares de uma instituição educacional" (Calderón, 2012, p. 102). Isso não significa que a educação presencial vai desaparecer, pelo contrário, será fortalecida e as instituições aprenderão a coexistir em um ecossistema educacional multimodal que exige estratégias didáticas altamente mediadas pela tecnologia, por exemplo, o uso de simuladores por meio de sistemas de ensino a distância que complementam constantemente o ensino presencial ou o uso permanente de plataformas educacionais em todas as modalidades, tanto para a entrega de conteúdo quanto para a socialização dos alunos, por meio de comunidades virtuais que complementam a experiência do estudante, o uso de ferramentas de realidade virtual e imersão, a digitalização de bibliotecas, etc. Isso ocorre porque, principalmente, os estudantes exigem diferentes mecanismos de acesso a conteúdos e atividades, o que deve ser visualizado junto com as diferenças geracionais em relação aos professores, que, em alguns casos, ainda sentem desconfiança dessas novas propostas ou não se sentem preparados para uma educação mediada por tecnologias.
Sem fingir que uma instituição que definiu seu modelo educacional como presencial deve ser transformada online. Instituições que se declaram presencialmente querem continuar assim, sabem que devem depender de recursos tecnológicos para o desenvolvimento do processo de ensino-aprendizagem e não apenas da tecnologia. O tema central dessa reconfiguração das instituições, onde espaços multimodais coexistem, é resolver lacunas sociais e geracionais no ambiente de ensino/estudante e acompanhar os processos educacionais junto com o desenvolvimento da transformação digital. Essas áreas são fundamentais do ponto de vista de adquirir competências daqueles que trabalham na educação para promover transformações em benefício da comunidade acadêmica.
2.2. Ensino baseado em evidências
Outro ponto relevante a considerar, para desenvolver a aprendizagem, é o ensino baseado em evidências. Nunca antes, na educação presencial, havia a quantidade de dados disponíveis hoje, como resultado da mediação tecnológica e do uso intensivo de plataformas. Nesse sentido, os dados podem ser identificados em dois níveis: os dados gerados pelo professor que permitiriam medir os resultados do processo de ensino, por exemplo, redesenhar cursos, aprimorar metodologias, sistemas de avaliação, etc. Por outro lado, há também dados institucionais que nos permitem identificar a resposta dos alunos a essas novas plataformas, tempos de conexão, interação entre eles e progresso na aprendizagem, etc. Neste momento, a medição dos resultados para a geração de evidências tem seu maior apoio na análise de dados, além da geração de informações valiosas para inovar em novas metodologias de ensino e sistemas de avaliação, entre outros.
A grande quantidade de dados gerados por muitas das EIs, além disso, mostra o resultado do processo de ensino-aprendizagem em ambientes virtuais. Se processarmos os dados, obteremos resultados que nos permitirão avaliar quais mudanças e melhorias devem ser feitas para aprimorar as metodologias implementadas no período, com o objetivo de aprimorar a qualidade das disciplinas e a implementação das modalidades, entenderíamos como acompanhar os alunos e em que momento intervir de forma mais decisiva para reduzir as porcentagens de reprovação e abandono, projetar melhores programas de treinamento para professores, entre outros aspectos relevantes. Em resumo, uma boa gestão de dados fortaleceria a gestão dos professores e a gestão dos alunos. Hoje, há dados sobre conexão com os alunos, dispositivos a partir dos quais as conexões foram feitas, que tipos de recursos educacionais funcionam melhor, como impactam o desempenho na avaliação de plataformas, etc. Antes, metodologias eram observadas e usadas tomando como referência outras IES ou estudos publicados. Hoje, estudos podem ser realizados dentro das instituições, de acordo com a própria experiência de seus professores e alunos, além de avaliar práticas que atuam especificamente na cultura e realidade da própria instituição (não apenas no que é relatado por terceiros, que às vezes corresponde a realidades diferentes), além de coletar boas práticas ou experiências durante a pandemia em todo o mundo e comparar realidades para aprimorar os processos de ensino-aprendizagem. Para o ensino baseado em evidências, novas linhas de ação são abertas relacionadas ao desenvolvimento de indicadores de mensuração que comprovem ou atestem as evidências coletadas. A análise de dados então envolve a definição de indicadores de gestão que permitem monitorar e medir o processo educacional por modalidade.
2.3. A globalização do conteúdo e cursos online padronizados
A internacionalização também pode ser identificada na globalização. Os novos cenários nos permitem aproximar as atividades internacionais de nossos estudantes e professores, que antes eram realizadas apenas presencialmente e eram limitadas pela mobilidade e capacidade de estudantes e professores viajarem de e para o exterior. Sem negligenciar a relevância de manter atividades presenciais, hoje é possível ampliar a cobertura das experiências internacionais, por meio da criação de projetos que possibilitam o compartilhamento de experiências, metodologias e recursos tecnológicos entre instituições de diferentes países, por exemplo, desenvolvendo salas de aula compartilhadas com diversos membros internacionais, ou disciplinas onde a colaboração interinstitucional é realizada entre diferentes países e/ou entre projetos. No Chile, existe o Concurso para o Desenvolvimento de Capacidades Institucionais para a Inovação (InES), que abrange projetos de internacionalização em cursos de graduação e pós-graduação. Na Argentina, Chile, Colômbia e Equador, existe uma atividade chamada Classe Interinstitucional Espelho, considerada como parte de uma estratégia dentro do âmbito da Metodologia COIL (Aprendizagem Internacional Colaborativa Online), que fortalece a relação em nível nacional e internacional, com espaços compartilhados para a realização de atividades acadêmicas, nas quais disciplinas relacionadas aos primeiros cursos de programação são conectadas, implementadas por meio de sessões síncronas mediadas por tecnologias da informação, onde os alunos participam sob a orientação de um professor que trata de um tema específico do respectivo curso; adicionalmente, é realizada uma corrida de observação, na qual uma série de desafios deve ser resolvida, aplicando o pensamento computacional, o raciocínio lógico, o uso de algoritmos, assim como o intercâmbio cultural e acadêmico, a mobilidade de professores, estudantes e diretores dos programas, é incentivada.
Outra tendência de aprofundamento da globalização está relacionada a plataformas que oferecem cursos de prestígio em modo online em instituições nacionais e internacionais. Existem várias instituições acadêmicas que oferecem programas de graduação em nível internacional, por exemplo, a UOC ou a UTEL do México. Desde 2012, a Universidad Mayor está disponível em oferta de graduação online, atualmente já possui 12 carreiras, tanto em planejamento regular quanto em continuidade dos estudos. É relevante, a partir da gestão institucional, definir quais serão os atributos diferenciadores para manter, crescer ou dar confiança à formação oferecida pelas instituições presenciais mais tradicionais. Esse é um desafio globalizado e é necessário ter em mente algumas questões como: os empregadores validam ou reconhecem essa educação online?, qual é a realidade do país?, como é esse novo espaço de desenvolvimento e como é utilizado uma oferta disponível por instituições prestigiadas?, é necessário gerar todo o conteúdo próprio, se for possível aproveitar o conteúdo de boa qualidade existente? Uma boa experiência compartilhada no comitê é a Universidad del Desarrollo, que há dois anos projetou um mestrado que utiliza recursos do Coursera. Os estudantes desenvolvem cursos e utilizam recursos do Coursera e, em sala de aula, desenvolvem atividades práticas, projetos, entre outras atividades. O professor utiliza os materiais do curso, que depois avalia diretamente em sala de aula. Como fazer com que os professores não se sintam ameaçados por essas plataformas, como alinhar com as competências dos estudantes globalizados e como colaborar nesses contextos internacionais em cenários virtuais compartilhados?
2.4. Uma perspectiva local sobre a transformação da educação, Brasil
Atualmente, existem vários artigos científicos no Brasil que esclarecem a necessidade de uma mudança fundamental no processo educacional. Não apenas pela inserção da tecnologia digital em todos os processos da vida e do trabalho, mas também pela oportunidade de usar tecnologias digitais de informação e comunicação para melhorar o processo de aprendizagem dos alunos, considerando seus estilos de aprendizagem diversos. Independentemente de serem constituídas como instituição pública ou privada, o processo pandêmico demonstrou às instituições brasileiras a necessidade de mudar sua cultura educacional. Essas mudanças não permeiam apenas a infraestrutura das instituições de ensino (computadores, laboratórios, internet, entre outras). A mudança é complexa porque envolve processos pedagógicos, modelos de avaliação e uma reformulação na formação de professores. Por mais que existam políticas públicas que promovam a formação de professores e sua trajetória com as tecnologias digitais, permanece claro que essa formação precisa ser fortalecida. Mesmo assim, mudanças e provocações sobre como oferecer uma educação híbrida que, utilizando tecnologia digital, permita ao aluno ser o protagonista de sua aprendizagem, já estão ocorrendo no Brasil. Já é possível mencionar as escolas públicas e privadas de destaque nesse aspecto, que adotaram modelos híbridos e têm demonstrado resultados significativos de aprendizagem em seus alunos. No entanto, o caminho para uma grande mudança educacional está apenas começando, ainda há muito a ser feito. Acreditar em uma educação híbrida exige entender que, para diferentes estilos de aprendizagem, são necessários meios diferentes para aprender, e as tecnologias digitais são apresentadas como uma possibilidade para alcançar isso.
3. Conclusões
Após a pandemia ou saindo dela, os grandes desafios da educação a distância não são principalmente questões tecnológicas, mas principalmente metodológicas. Plataformas virtuais, ferramentas de autoria, videoconferência, realidade aumentada, metaversos e outros. constituem uma variedade de possibilidades que, se devidamente padronizadas, permitirão apoiar ou serem catalisadoras para processos de aprendizagem mais complexos, se necessário. No entanto, como mostra a experiência, a falta de tecnologia adequada não foi a raiz dos problemas apresentados em projetos educacionais malsucedidos, mas sim a falta de uma proposta adequada de treinamento (metodológica) antes de sua aplicação. Assim como no formato presencial, é a aplicação adequada da didática e das formas de avaliação que desempenha um papel preponderante no processo de formação. Isso implica ou se refere não apenas à qualidade do conteúdo, mas também à compreensão de quem o processo é direcionado e à necessidade de reconhecer as expectativas e exigências do estudante. Esses desafios devem ser vistos como eixos de transformação da educação e do ensino nos próximos anos.
Além disso, denota a necessidade de que os reguladores e regulamentos gerados pelos diferentes países entendam que as definições de uma língua comum são uma necessidade, em um contexto globalizado, observando o que está acontecendo nos demais países e alcançando um entendimento comum. Por exemplo, o regulador deve definir a educação presencial de determinada forma e seus componentes híbridos, respectivamente, observando um cenário global, para que professores e alunos compreendam o que está acontecendo no ambiente e criem um discurso comum.
Dada a necessidade de transformação na educação, isso implica não esquecer que os professores são agentes de mudança, os alunos aprendem o que o professor ensina. É importante focar os processos de inovação junto com as necessidades dos professores, focando em seu desenvolvimento.
Também é necessário padronizar os indicadores e identificar quais deles são relevantes para medir o processo de ensino-aprendizagem, além das evidências para saber se um indicador é bom ou não e como gerar ciclos de melhoria contínua na medição e aplicação.
Todos eles, grandes desafios e desafios da "Educação em Ambientes de Transformação e Globalização".
Referências
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Sangra A (Coord.) 2020. Decálogo para a melhoria do ensino online.
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Claudio Rama (2020). A nova educação híbrida em Cadernos Universitários. Páginas 97 a 120.
Lilian Bacich, Adolfo Tanzi Neto, Fernando de Mello, Trevisani (2019). Ensino Híbrido, personalização e tecnologia na Educação.